A estrada também é delas

Live do Vez & Voz pega carona para conhecer a trajetória de mulheres motoristas do TRC



“Hoje nós vamos conhecer o universo das mulheres motoristas, e saber como é a rotina delas nas estradas”, anunciou Ana Jarrouge, presidente executiva do SETCESP, durante a abertura da live promovida pelo Vez & Voz, que foi ao ar pela manhã. “É hora de falarmos de uma profissão que ainda é tão masculina, justamente para mostrar que, mulher pode escolher o que quiser ser”, complementou.

Participaram do encontro, com transmissão pelo canal do YouTube no SETCESP, Mariza de Freitas, motorista Carreteira na IC Transportes; Fabilene Batista, motorista carreteira na Fadel Transportes e Sonia Almeida, motorista de coleta e entrega na TSA Cargo; além de Jarrouge.

Freitas, que dirige um caminhão chamado comumente de carreta Vanderleia carrega gás propileno em forma líquida. De sua trajetória, ela contou que a vontade em ser motorista surgiu depois de uma viagem de caminhão feita com o marido, que também trabalha como motorista. “Me sinto apoiada nessa jornada e estou em constante aprendizado. Tenho vontade de aprender a dirigir um caminhão de nove eixos”.

Motorista da Fadel, Batista disse que o começo da jornada não foi fácil, mas que teve o treinamento adequado e que se sente plenamente segura para realizar sua atividade. “Na verdade, antes de ingressar nesse ramo eu já me imaginava motorista, porque eu acho bonita essa profissão. No início foi difícil, é uma função que exige muita responsabilidade, mas fui praticando e melhorando a cada manobra. Agradeço muito a confiança que depositaram em mim”.

Com mais tempo de estrada, Almeida contou também que seu começo como motorista foi um tanto quanto por acaso. “Ser motorista foi uma paixão que eu não sabia que existia. Eu passei por um período muito difícil na minha vida e começar a dirigir caminhão foi o que me ajudou a superar os problemas”. Ela também compartilhou, que tem um costume bastante particular, o de dar nomes aos veículos que dirige. “Todos os caminhões que eu trabalho eu coloco nomes, porque eu vou na estrada conversando com eles. Hoje, eu saio para a estrada com a ‘Abigail’, a gente conversa e ela me obedece”, revela rindo.

Nos últimos dois anos, o Denatran registrou um crescimento de 2,25% de mulheres motoristas profissionais.

Finalizando, Jarrouge chamou a atenção na necessidade de se melhorar a infraestrutura para dar mais condições às mulheres motoristas profissionais nas estradas, confirmando que uma das pretensões do movimento é a valorização das mulheres no TRC, inclusive, buscando soluções e tratativas junto aos órgãos governamentais.

“Já passou da hora de parar de tentar mudar as mulheres e começar a mudar os sistemas que as impedem de alcançar seu potencial”, disse ela citando António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas.


Clique para assistir a live na íntegra:


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