Índice de Equidade no TRC 2026 aponta avanços e desafios para o setor
- há 21 horas
- 3 min de leitura
O Movimento Vez & Voz realizou uma live para apresentar os resultados do Índice de Equidade no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) 2026, um dos principais instrumentos de análise sobre a presença e valorização das mulheres no setor. O encontro reuniu especialistas, empresas participantes da pesquisa e a liderança do movimento para discutir dados, compartilhar experiências e refletir sobre caminhos para um ambiente mais inclusivo.

Durante a transmissão, Thiago Fagotti, analista de dados do Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), explicou de forma detalhada como o índice funciona e como é estruturado o sistema de avaliação, trazendo mais clareza sobre os critérios e a importância da ferramenta para o setor.
Também participaram empresas que se destacaram na edição deste ano. Stefanie Silva, advogada na RV Ímola, que conquistou a melhor nota no Índice de Equidade, e Fernanda Pelucio, gerente de gente e gestão na Pelog, empresa com maior evolução na pontuação ao longo dos anos, compartilharam suas experiências práticas.
Elas apresentaram as estratégias adotadas, os desafios enfrentados e as ações implementadas internamente de projetos desenvolvidos ao longo do período de avaliação. Os relatos reforçaram que a evolução é possível com consistência, mesmo sem grandes investimentos.
“Na prática, começamos trazendo o tema da diversidade para o dia a dia da empresa, não como algo pontual, mas como parte das decisões e da cultura. Também passamos a investir mais na capacitação das lideranças femininas para fortalecer o desenvolvimento dessas profissionais e ampliar a presença delas em posições estratégicas”, disse Pelucio.
“Um ponto que fez diferença foi melhorar a nossa comunicação interna, deixando as mensagens mais claras e acessíveis para todos. Criamos canais de escuta e apoio, para entender melhor as demandas das equipes e garantir um ambiente mais seguro e inclusivo”, complementou Silva.
Criado em 2022, o Índice de Equidade é fruto de um grupo de trabalho com empresas, entidades do setor e o IPTC. Seu objetivo é avaliar políticas e práticas relacionadas à diversidade, presença feminina, recrutamento, retenção, capacitação, benefícios e enfrentamento ao assédio e à violência doméstica.
“Na edição de 2026, participaram 83 empresas, representando mais de 35 mil colaboradores. O resultado geral foi de 46 pontos, em uma escala de 0 a 100, posicionando o setor no nível precisamos rever alguns conceitos”, explicou Fagotti.
A leve queda em relação a 2025 está associada, principalmente, à entrada de novas empresas, o que indica maior engajamento com muitas empresas iniciando ações nesta pauta. Os dados evidenciam desafios relevantes:
Mulheres representam 18% da força de trabalho
Baixa presença feminina em cargos de liderança
Participação reduzida de mulheres motoristas
Baixa representatividade de mulheres negras em posições estratégicas
Por outro lado, os melhores resultados foram registrados em ações de combate ao assédio e em iniciativas de treinamento e capacitação.
“Mais do que um diagnóstico, o Índice de Equidade se consolida como uma ferramenta prática de gestão. Permite que as empresas mapeiem seu cenário atual, identifiquem oportunidades e avancem de forma estruturada”, finalizou Florencio, gerente de comunicação do SETCESP e coordenadora do movimento Vez e Voz.
Os resultados mostram que a equidade de gênero no TRC ainda é um desafio, mas também deixam claro que o setor está em movimento. A transformação exige consistência e ação contínua.
Se você perdeu algum momento ou quer rever os dados e as estratégias apresentadas, clique aqui e acesse o canal do Vez e Voz no YouTube e assista à live completa.
E para se aprofundar ainda mais, baixe o relatório completo do Índice de Equidade.




Comentários