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Elas são mães e também muito profissionais: live do Vez & Voz discute Maternidade & Carreira

A transmissão foi ao ar no mês das mães, pelo canal do Movimento no YouTube

Na manhã do dia 18 de maio, foi ao ar mais uma live do Vez & Voz, desta vez, para falar de ‘Maternidade & Carreira’. Quem conduziu o bate-papo foi Gislaine Zorzin, vice-coordenadora da Comissão do Movimento no SETCESP.

Durante a transmissão, Gislaine lembrou que o Vez & Voz está sempre tratando de assuntos relacionados ao autoconhecimento, saúde mental, assédio e violência doméstica, por exemplo. “E, claro, não podemos deixar de lado o papel da mulher que é mãe no mercado de trabalho”, disse.

Foram convidadas para a conversa Daniela Queiroz, instrutora de motoristas na Tassi Transportes; Dayana Alencar, coordenadora de R&S na Jamef Transportes; Helena Montagna, agente de relacionamento e negócios digitais na Transpocred e Priscila Zanette, diretora na Ouro Negro. Todas contaram de que forma tem sido a jornada profissional delas, desde que engravidaram e viraram mamães.

Antes disso, a vice-coordenadora apresentou alguns dados para serem analisados, entre eles, o levantamento feito pela plataforma Vagas.com que mostra que 47% das mulheres abriram mão de oportunidades de promoção em sua própria empresa, ou em outras organizações, porque teriam dificuldades para conciliar a rotina de casa e dos filhos com as demandas que o cargo exigia.

Um outro estudo realizado pelo IBGE, aponta que a idade média das mães de primeira viagem está avançando. Em 2000, as mães com idade entre 30 e 39 anos era de 22%, já em 2020 este número subiu para 34,2%, ou seja, mais de um terço das novas mães estão nessa faixa etária, que é extremamente produtiva. “Se por um lado o cenário é desafiador, por outro, já conseguimos enxergar os primeiros indícios de que essa cultura discriminatória está mudando”, destacou Gislaine.

Falando de sua experiência pessoal, Helena relatou que assim que foi aprovada no processo seletivo para trabalhar Transpocred, descobriu que estava grávida. Então, sentiu-se na obrigação declinar o convite, e assim fez.

“Quando o gerente me ligou para falar que eu estava aprovada no processo seletivo foi uma alegria. Mas nos dias seguintes, comecei a passar mal, e resolvi fazer um teste de gravidez. Quando deu positivo, eu chorei muito porque eu não estava esperando por isso”.

Muito emocionada ela continuou: “eu liguei para o gestor da vaga e falei — eu queria te agradecer pela oportunidade, mas eu estou grávida. Então ele disse; está tudo certo, tudo bem te contratarmos grávida. Jamais poderia imaginar, diante das minhas experiências profissionais anteriores, que isso seria possível. Não é uma realidade comum. Hoje eu trabalho aqui e me sinto muito feliz”, compartilhou.

Dayana passou por uma experiência similar, mas estando do outro lado. “Eu trabalho no Recrutamento e Seleção, e aqui aconteceu o mesmo. Uma candidata nos informou que estava grávida, e por isso desistiria da vaga. Nós falamos para ela que não era necessário. Que se ela desejasse ficar com o cargo, seria contratada. Aí ela aceitou e seguiu trabalhando. Que os RHs das empresas possam cada vez mais seguir este exemplo. Afinal as mães profissionais também precisam trabalhar”, recomendou Dayana

A coordenadora de R&S também contou que na Jamef, assim que voltou da licença maternidade foi promovida. “Eu estava pensando se a empresa iria me aceitar de novo. Quando retornei estava com a expectativa em baixa, aí meu gerente me fez o convite para assumir um cargo acima do meu. Foi uma surpresa muito grande!”

Na sequência, Daniela apontou as dificuldades que teve até chegar ao cargo de instrutora de motorista na transportadora. Antes disso, ela teve um período em que trabalhou com traçado, um caminhão de 3 eixos, adquirindo muita experiência. “Buscando uma oportunidade no transporte, já me deparei com muito não. Por isso, quando apareceu a chance, não pensei duas vezes, e o fato de ser mãe, serviu até como motivação. Não trabalho só porque preciso trabalhar, mas sim porque também quero isso”, contou Daniela.

“Depois de ser mãe eu passei a enxergar as grávidas com um olhar muito mais acolhedor. Como mãe, agora eu sei da responsabilidade de ter que sair do serviço, para suprir uma emergência de um filho. O meu sentimento de empatia para com uma colaboradora mãe só cresceu”, revelou Priscila.

Para ela, os valores de qualquer organização refletem o comportamento dos gestores e líderes. Sobre seu dia a dia, Priscila diz que tenta se adaptar às necessidades, e que conta com uma rede de apoio muito solidária que envolve sua mãe, irmãs e a pessoa que cuida do seu filho. “Eu aprendi com a maternidade a liderar melhor”.

“Parando para analisar, o melhor sentimento que eu cultivo dentro de mim, é meu amor pelos meus filhos. E apenas depois deles, eu passei a entender o amor que a minha mãe sente por mim”, constatou por fim Gislaine.

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Programe-se e participe das reuniões da Comissão do Vez & Voz.

Anote na agenda: no dia 06 de junho às 9h a comissão Vez & Voz vai se reunir online para abordar o tema Imagem pessoal e profissional: como uma contribui com a outra. Vem descobrir as dicas e informações para não errar na hora de se comunicar.


Fonte: SETCESP

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