Shirlei Sales – “Sem sonhos a vida não tem brilho”

Atualizado: Mai 6




Posso dizer que comecei a trabalhar cedo. Aos 12 anos confeccionava e vendia chaveiros artesanais e também cocada e trufas, junto com a minha mãe, nas ruas do bairro ou na escola. Ainda que fosse algo informal, acredito que, ali de certa forma, peguei gosto em ter o próprio dinheiro.

Com 16 anos, a coisa ficou mais séria. Comecei a trabalhar em uma fábrica de vidros. Lá estagiei por 4 anos no setor administrativo, depois passei por vários outros setores, nos quais aprendi muito, e que me preparam para chegar no transporte.

Quando completei 20 anos ingressei no TRC, onde atuo hoje. Eu lembro que, na adolescência sonhava em ser educadora física ou advogada. Mas, tudo mudou quando conheci o transporte e entendi a importância do meu trabalho. Me apaixonei por esse setor.

O transporte rodoviário é algo muito grande. Representa mais de 60% de tudo o que circula no País. Levamos sonhos para as pessoas. Produtos que serão vendidos e irão gerar renda para famílias. Itens essenciais, como alimentos, remédios, materiais de higiene e outros insumos básicos à sobrevivência. E fazer parte de tudo isso, me traz uma enorme satisfação.

Claro que existem dificuldades. Temos dias de muita correria, às vezes estressantes. A rotina é puxada.


É preciso jogo de cintura, para conciliar as atividades da vida pessoal e profissional.

Por isso, procuro sempre manter o equilíbrio e redobrar a comunicação. Não é só dizer, mas fazer de verdade com que o outro realmente entenda. Se um dos lados, pessoal ou profissional, acaba impactando no outro, aí procuro me organizar para evitar desgastes físicos e emocionais.

Hoje em dia, não consigo me enxergar em outro lugar a não ser exatamente onde estou. Sou feliz por acordar cedo e saber que a loucura do transporte me espera. Saber que tenho uma equipe maravilhosa, que confia em mim. Me sinto realizada ao ver as atividades fluindo.

Busco incansavelmente por aperfeiçoamento. Meus pais sempre me incentivaram nos estudos, diziam: “filha estuda se quiser ser alguém na vida”, essas palavras serviram para que me esforçasse a chegar até aqui, e pretendo ir muito além.


Arquivo pessoal

Tenho muitos sonhos e ambições a serem conquistados, aliás sem sonhos a vida não tem brilho.

Também nesta questão de estudo, nós mulheres temos nos sobressaído e estamos ganhando nosso espaço. Entretanto, acredito que para atingirmos a equidade de gênero no campo profissional, ainda vai levar alguns anos.

Essa questão é muito cultural, a ideia de que são os homens quem tem que sustentar a família e as mulheres cuidar da casa e dos filhos, vem de séculos. E mudar a cultura das pessoas é difícil.

Nunca me senti diminuída ou intimidada por ser mulher. Mas sei que isso não ocorre com muitas outras profissionais.


Na visão de alguns a mulher ainda é o sexo mais frágil.

Para mudar essa questão é necessário compreender a importância que só a diversidade oferece. Por essa razão, ideias como o movimento do Vez & Voz são fundamentais para elevar o reconhecimento das mulheres e ampliarmos o nosso espaço.

Coisas incríveis não acontecem dentro de uma zona de conforto. Mudanças dão trabalho, mas são necessárias.

* Por Shirlei Sales - Gestora Comercial na Formato Transportes

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